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Harvard Business Review BrasilHarvard Business Review Brasil

Harvard Business Review Brasil Janeiro 2019

É a edição brasileira da mais importante revista de economia, gestão e négocios do mundo. Fundada há 91 anos, permanece na liderança das idéias revolucionárias que movem corporações em todo o mundo

País:
Brazil
Língua:
Portuguese
Editora:
RFM EDITORES Ltda
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ASSINATURA
US$126,75
12 Edições

NESTA EDIÇÃO

access_time1 minutos
o “preço” do sucesso

DESDE QUE ADAM SMITH percebeu os benefícios da divisão do trabalho, a eficiência tem sido o objetivo mais alto da gestão. Reduzir os resíduos e aumentar a produtividade motivou a Revolução Industrial e inspirou a “ciência da gestão”, segundo a qual a eficiência é fundamental para a vantagem competitiva. “A crença na virtude pura da eficiência nunca diminuiu”, escreve Roger Martin no Foco deste mês (pág. 25). Hoje, ele acrescenta, a eficiência é “promovida nas salas de aula de todas as faculdades de administração do planeta”. E se essa ortodoxia for equivocada e perigosa? Martin argumenta que ela promoveu, sem dúvida, forte concentração de riqueza e poder, mas criou muitos perdedores e um número muito reduzido de vencedores no mundo empresarial e na sociedade em geral. Não precisamos aceitar esse resultado, ele…

access_time13 minutos
doações feitas depois de desastres

Tornou-se algo muito evidente nos últimos anos: desastres naturais — furacões, tsunamis, terremotos, incêndios — estão mais frequentes e causam mais destruição. O gasto global anual com desastres naturais ajustado à inflação aumentou bruscamente. A média entre 2011 e 2015 foi quatro vezes maior que a média gasta entre 1980 e 1985. Também aumenta o número de pessoas afetadas, muitas vezes passando de 300 milhões nos últimos anos. Porém fontes tradicionais de financiamento para recuperação de desastres — desde o governo, passando por organizações sem fins lucrativos e ONGs — não mantiveram o mesmo ritmo. Empresas intervieram e passaram a ajudar tentando preencher essa lacuna. Em 2000, menos de um terço das três mil maiores empresas do mundo fez doação para promover ajuda em situações de desastre; contudo, em 2015, a…

access_time6 minutos
mindfulnessé desmotivante

Hafenbrack: Eu e minha coautora, Kathleen Vohs, esperávamos que aqueles que haviam meditado demonstrassem menos motivação. Estatisticamente, o nível de motivação deles era, de fato, cerca de 10% menor do que o das pessoas que não tinham praticado mindfulness. Não é pouco. Mas ficamos surpresos porque, apesar de se sentirem menos inspirados, os do grupo do mindfulness completaram suas tarefas tão bem quanto os membros do grupo de controle. Realizamos 14 versões desse experimento. Em todas os que meditaram fizeram a atividade de maneira igualmente competente; em um caso, o desempenho chegou a ser superior. HBR: Então eles não estavam entusiasmados, mas foram competentes? Sim, e isso não era esperado. Se você olhar para a literatura a respeito do estabelecimento de metas, provavelmente encontrará 500 estudos que demonstram correlação entre motivação…

access_time13 minutos
como eu fiz

Em maio de 2015 viajei para o México para passar um fim de semana prolongado com um grupo de amigos e comemorar o aniversário de um deles. Passamos a tarde de sexta-feira na beira da piscina jogando um jogo de tabuleiro. Dave Goldberg, um de meus melhores amigos, resolveu ir à academia. Sua esposa, Sheryl Sandberg, ficou conosco e tirou um cochilo. Algum tempo depois cada um foi para o seu quarto tomar banho e preparar-se para o jantar. Quando nos reencontramos para tomar alguma coisa, vimos que Sheryl estava procurando por Dave. Ela e Rob, irmão de Dave, encontraram-no inconsciente na academia. Quando cheguei ao hospital, fiquei sabendo que morrera. Foi terrível e desolador. Dave era o CEO da SurveyMonkey, empresa que estava mudando a maneira como as pessoas obtinham feedback por…

access_time28 minutos
o alto custo da eficiência

EM SEU TRABALHO REFERENCIAL DE 1776 A riqueza das nações, Adam Smith mostrou que divisão inteligente de trabalho poderia tornar as empresas comerciais extremamente mais produtivas se cada trabalhador assumisse pessoalmente o encargo de construir produtos acabados. Quatro décadas depois, em Sobre os princípios da economia política e taxação, David Ricardo estendeu esse argumento. Segundo ele, como os trabalhadores portugueses produziam vinho com mais eficiência e os trabalhadores ingleses eram mais eficientes na fabricação de tecidos, ambos os grupos trabalhariam melhor se cada um focasse em sua área de vantagem competitiva e se ambos negociassem entre si. Esses insights não só refletiram como também nortearam a Revolução Industrial, que se tratava tanto de inovações dos processos que reduziam o descarte e aumentavam a produtividade, como da aplicação de novas tecnologias. A…

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ideia em resumo

O PROBLEMA A gestão passou a ser uma ciência cujo objetivo é tornar empreendimentos comerciais mais eficientes. Mas a busca insistente pela eficiência torna as empresas menos resilientes. POR QUE OCORRE Empresas consistentemente mais eficientes capturam uma parcela cada vez maior dos lucros disponíveis e podem começar a burlar o mercado — e com o tempo as indústrias se consolidam em torno de um único modelo de negócios dominante. Esse resultado implica alto risco de fracasso catastrófico e alta probabilidade de exploração. A SOLUÇÃO Empresas, governo e educação em gestão precisam aumentar a ênfase na resiliência organizacional. Isso envolve limitar as dimensões das empresas, introduzir mais conflitos na comercialização global e nos mercados de capital, garantir aos investidores de longo prazo mais participação nas tomadas de decisão estratégicas, criar empregos mais ricos em oportunidades de…

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