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Mente Cérebro Especial Mente Cérebro Especial

Mente Cérebro Especial

No. 58

A revista Mente&Cerebro Especial aborda apenas um tema por edição. Os temas são voltados a todos que se interessam pelos misterios da mente humana. Seus artigos e repostagens são porduzidos em linguagem acessivel, e abordam temas como emoções, inteligência, sexualidade, distúrbios e outros assuntos fascinantes do psiquismo

País:
Brazil
Língua:
Portuguese
Editora:
Editora Segmento Ltda
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NESTA EDIÇÃO

access_time2 minutos
de olhos bem fechados

Imagine que uma pessoa viva aproximadamente 73 anos – segundo uma estimativa compatível com projeções recentes, feitas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A expectativa, nesse caso, é que passe pouco mais de 24 anos dormindo! Pensar em permanecer mais de duas décadas imerso num estado de inconsciência pode parecer muito, considerando que há tanto a ser feito quando estamos despertos. Mas a conta é simples: dormimos (ou deveríamos dormir) algo em torno de um terço do total de nossas vidas. Isso, porém, não é nada fácil, já que em especial nas grandes cidades vivemos tão afastados dos ciclos da natureza. Além do mais, na sociedade contemporânea não faltam estímulos para nos manter acordados. Ainda que já não persista a determinação das “oito horas obrigatórias de sono” – uma…

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mecanismos do sono

Desde que o homem procurou interpretar o misterioso fenômeno do sono, as duas hipóteses dominantes seguiram direções opostas. Para alguns, o sono era análogo à morte, porque aparentemente suspendia as funções mentais. Para outros, representava – assim como a vigília – uma atividade mental particular. Foi por isso que Hesíodo, quase oito séculos antes de Cristo, chamou o sono de “irmão da morte”, enquanto Hamlet, de Shakespeare, equiparava o sono ao sonho, uma ocasião para experimentar formas especiais de atividade mental. No começo do século 20, Sigmund Freud desenvolveu esse conceito, publicando uma série de trabalhos que influenciariam por décadas as pesquisas sobre o sono. Em 1913, o fisiologista francês Henri Piéron definiu três particularidades do sono: é necessário periodicamente, tem ritmo relativamente independente das condições externas e caracteriza-se pela completa…

access_time1 minutos
registro polissonográfico

O exame inclui o eletroencefalograma (que monitora a atividade do cérebro); o eletro-oculograma (que acusa a ocorrência de movimentos oculares); o eletromiograma (registra o tônus muscular); o eletrocardiograma (documenta a frequência cardíaca); o fluxo oronasal; a avaliação da respiração através dos movimentos do abdome e do tórax e a saturação do oxigênio (porcentagem de oxigênio associado à hemoglobina que se encontra nos glóbulos vermelhos). O EEG mostra predominância de ondas de baixa voltagem e alta frequência e flutuações que variam conforme o tipo de estimulação sensorial…

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sistemas responsáveis pelo ciclo vigília-sono

Os estados da vigília e do sono são regulados por grupos de neurônios e vias nervosas. No primeiro esquema, setas e símbolos em vermelho indicam as estruturas que participam ativamente da manutenção da vigília comportamental e cortical. O esquema central em azul mostra como, no sono de ondas lentas (não REM), os neurônios GABAérgicos e aqueles que contêm a somatotropina aumentam a frequência de descarregamento, induzindo e mantendo essa fase do sono. Embaixo, finalmente mostram-se grupos de neurônios (cor roxa) que induzem e mantêm as manifestações comportamentais e a atividade EEG do sono REM. Ac = comissura anterior Cx = córtex cerebral Cpu = núcleo caudado e putâmen DR = rafe dorsal Gi = núcleo gigantocelular GP = globo pálido GiV = núcleo gigantocelular ventral HI = hipocampo LC = locus ceruleus LDT = área tegmental dorsolateral Oct = trato óptico PH =…

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fora de ritmo

Toda pessoa que já fez longas viagens de avião passou pela desagradável sensação conhecida como jet lag. Caracterizado por distúrbios temporários dos ritmos biológicos, com sintomas físicos e psíquicos, o fenômeno resulta do fato de trazermos, além de um relógio no pulso, outro dentro da cabeça. Trata-se precisamente do núcleo supraquiasmático (NSQ), uma pequena área do tamanho de um grão de arroz localizada dentro do hipotálamo, logo acima do quiasma óptico, onde se cruzam os nervos oculares. O NSQ funciona como nosso relógio interno, permitindo que o corpo se organize temporalmente e expresse os ritmos circadianos (ou biológicos) com periodicidade de aproximadamente 24 horas. Sem nos darmos conta, diversas funções fisiológicas como a temperatura corporal, a concentração sanguínea de diversos hormônios e a pressão arterial oscilam ao longo de um dia…

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ordem temporal interna

A temperatura corporal atinge valores mínimos enquanto dormimos. O mesmo ocorre com cortisol e adrenalina, hormônios que aumentam o alerta e, logo, atingem níveis máximos durante o dia. A essa relação temporal entre os ritmos biológicos dá-se o nome de ordem temporal interna (OTI). Perturbações na OTI causam mal-estar e distúrbios de sono quando são passageiras, como nas viagens transmeridianas. Ao se tornarem crônicas, como em alguns esquemas de trabalho em turno, podem trazer consequências mais sérias para a saúde física e mental.…

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