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Mente Cérebro Especial Mente Cérebro Especial

Mente Cérebro Especial N_54

A revista Mente&Cerebro Especial aborda apenas um tema por edição. Os temas são voltados a todos que se interessam pelos misterios da mente humana. Seus artigos e repostagens são porduzidos em linguagem acessivel, e abordam temas como emoções, inteligência, sexualidade, distúrbios e outros assuntos fascinantes do psiquismo

País:
Brazil
Língua:
Portuguese
Editora:
Editora Segmento Ltda
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NESTA EDIÇÃO

access_time2 minutos
em algum lugar da mente

Deitada no divã, uma paciente diz: “Por que eu fiz aquilo? Sei lá!” E eu penso que se ela sabe “lá” é sinal de que em algum lugar de si mesma ela tem (pelo menos algum) conhecimento que escapa ao óbvio. Há em cada um de nós um universo ao qual nem sempre temos acesso. Basta recordar quantas vezes nos surpreendemos com nossos próprios pensamentos, desejos, emoções, reações e palavras – e estranhamos esses conteúdos, quase como se não fossem nossos. Ou constatamos o quanto percepções cognitivas, visuais, auditivas ou mesmo memórias (que tendemos, aliás, a crer que sejam mais confiáveis do que realmente são) podem nos enganar. Reconhecer que estamos sujeitos a sensações, percepções, sentimentos, anseios, conflitos e sintomas que não compreendemos e dos quais não nos apropriamos pode ser…

access_time4 minutos
desejos (que tentamos guardar) longe da consciência

“O inconsciente é por definição incognocível. O psicanalista está, portanto, na posição infeliz de um estudioso daquilo que não se pode conhecer”, escreveu Thomas Ogden, em The primitive edge of experience, de 1989. Na verdade, podemos pensar o inconsciente sob duas ópticas. Como adjetivo, é possível associá-lo ao que escapa à consciência, sem estabelecer discriminação entre conteúdos dos sistemas préconsciente e inconsciente. Para melhor compreender, vale observar aqui que a concepção de consciência parece semelhante à de atenção: estamos conscientes daquilo para o que nos voltamos e inconscientes daquilo com que não nos ocupamos. Poderíamos, segundo essa lógica, estar conscientes de situações e fenômenos para os quais voltássemos nossa atenção – entraríamos então no que Freud chamou de pré-consciente. Aquilo para que evitamos dar atenção por acharmos que podem deflagrar perturbação…

access_time1 minutos
freud e o homem da areia

Em 1919 Freud escreveu o ensaio das Unheimliche, na maioria das vezes traduzido para o português como O estranho e, mais recentemente, por Paulo César de Souza, direto do alemão (e publicado pela Companhia das Letras), como O inquietante. Souza reconhece, porém, que é “desnecessário chamar a atenção do leitor para a insuficiência desse termo”. Em seu texto, o criador da psicanálise não trata propriamente do inconsciente, mas de temas de afins, como castração, compulsão à repetição, pulsão de morte, narcisismo e o duplo, tomando como ponto de partida o conto de E. T. de A.Hoffman, O homem da areia. Para Freud, o estranhamento tem origem em traumas da infância, é recalcado no inconsciente e se torna algo, de alguma forma, “familiar” e ao mesmo tempo “suspeito”; ele chega à…

access_time11 minutos
inconsciente, o estranho que vive em nós

Tempos atrás recebi um paciente que começou a falar sobre suas dificuldades no trabalho: – E além de tudo esse cara quer patronizar! Repeti para ele a curiosa palavra que emergiu, provavelmente, como sugestiva combinação entre padronizar e patrão. Ele se referia a um colega de trabalho que queria que tudo fosse feito de modo meticulosamente correto. Mas o tal chato não era seu chefe de fato, apenas agia como tal. Ele poderia ter dito, simplesmente, que o colega se achava patrão, ou que ele era um seachão – uma pessoa arrogante, que “se acha” e se comporta como se fosse superior às demais. Mas ele não disse isso, o que teria sido de toda sorte trivial. Patronizar emergia, assim, como uma possível formação do inconsciente combinando desejos contrários nesta…

access_time16 minutos
você está mesmo no comando da sua vida?

O AUTOR CHRISTOF KOCH é diretor científico do Instituto Allen de Ciências do Cérebro, em Seattle, e professor de biologia comportamental cognitiva do Instituto de Tecnologia da Califórnia. Adaptado de Consciência: confissões de um reducionista romântico, por Christof Koch.© Instituto de Tecnologia de Massachusetts, 2012. Todos os direitos reservados. Em um canto remoto do Universo, em um pequeno planeta azul gravitando em torno de um sol monótono, nos distritos exteriores da Via Láctea, organismos surgiram da lama e do lodo primordial em uma longa luta pela sobrevivência. Apesar de todas as evidências desfavoráveis, essas criaturas bípedes se consideram extremamente privilegiadas, ocupando um lugar privilegiado em um cosmos de um trilhão de trilhões de estrelas. Vaidosos, muitos desses seres incorrem no ledo engano de acreditar que somente eles podem escapar da lei de…

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mensagens secretas

A história de anúncios publicitários com conteúdos ocultos se assemelha a um roteiro de programa de televisão. Na vida real, um dos personagens principais dessa história é James M. Vicary, pesquisador da área de marketing. Em 12 de setembro de 1957, ele convocou a imprensa para anunciar os resultados de uma experiência incomum. Ao longo de seis semanas, durante o verão anterior, ele disparou as frases “Coma pipoca” e “Beba Coca-Cola” por 3 milésimos de segundo, a cada cinco segundos, em uma tela de cinema de Fort Lee, em New Jersey, enquanto telespectadores assistiam ao filme Picnic (exibido no Brasil com o título Férias de amor). As mensagens eram muito rápidas para serem lidas, mas o tempo foi suficiente para serem registradas no subconsciente dos espectadores. Como prova dessa afirmação,…

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