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Mente Cérebro Especial Mente Cérebro Especial

Mente Cérebro Especial N_55

A revista Mente&Cerebro Especial aborda apenas um tema por edição. Os temas são voltados a todos que se interessam pelos misterios da mente humana. Seus artigos e repostagens são porduzidos em linguagem acessivel, e abordam temas como emoções, inteligência, sexualidade, distúrbios e outros assuntos fascinantes do psiquismo

País:
Brazil
Língua:
Portuguese
Editora:
Editora Segmento Ltda
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NESTA EDIÇÃO

access_time3 minutos
metáforas da dor de existir

Entre as figuras fantásticas apresentadas por Joanne K. Rowling na saga do bruxinho Harry Potter estão os dementadores, criaturas malignas que se alimentam da energia vital de suas vítimas, tornando-as emocionalmente frágeis, a ponto de se tornarem ao mesmo tempo alheias ao mundo e “ausentes de si mesmas”. A mera aproximação dos macabros devoradores de psiquismos faz com que as pessoas mergulhem num profundo estado de angústia. A metáfora proposta pela autora britânica não poderia ser mais apropriada para ilustrar a depressão. Não seria exagero pensar nesse quadro como o esgarçamento da trama psíquica que nos proporciona sustentação. Esse processo – em geral causado por uma perda, vivida de forma traumática – descortina uma fresta que permite entrever a falta de sentido de existir, evocando dores que estavam ali o tempo…

access_time3 minutos
muito além da tristeza

Nas próximas duas décadas a depressão deverá afetar mais pessoas que o câncer ou as doenças cardíacas e se constituir como a maior causa de afastamentos do trabalho. Segundo estimativas preocupantes da Organização Mundial da Saúde (OMS), atualmente, algo em torno de 120 milhões sofrem com o problema em todo o planeta – 17 milhões só no Brasil. Algumas pesquisas estimam que entre 30% e 50% das pessoas já preencheram, em algum momento da vida, os critérios diagnósticos do transtorno depressivo maior. Outros estudos sugerem que uma em dez pessoas tem um episódio de depressão pelo menos uma vez na vida – em geral desencadeado por uma situação infeliz, por uma perda importante, pelo estresse constante ou, em alguns casos, por uma doença grave. Outras vezes, quando a causa não…

access_time4 minutos
o ódio e o nevoeiro

Os sinais aparentes da depressão incluem desânimo, falta de energia, cansaço, desinteresse pelas pessoas e atividades em geral. Nesse estado de ânimo, o sujeito tende a ficar passivo e inativo e, nos casos mais graves, prostrado. Pouco se percebe, no entanto, que subjacente a essas manifestações se encontra um profundo sentimento de ódio. É claro que, em diversos casos, observamos uma alternância entre estados depressivos e súbitas crises de mau humor, com explosões de raiva. Mas a relação entre depressão e ódio nem sempre é evidente. E o principal motivo disso é que o estado depressivo serve justamente para esconder o ódio, que permanece inconsciente durante a maior parte do tempo. Diversos estudos psicanalíticos dedicaram-se a elucidar essa relação. Os primeiros trabalhos partiram da semelhança entre a depressão e outro quadro…

access_time18 minutos
o eclipse da esperança

Otermo “depressão” assume significados diferentes se utilizado na linguagem comum ou na psiquiátrica. Se na primeira indica o estado de tristeza e desânimo da pessoa diante de acontecimento desagradável, decepção ou luto, em âmbito psiquiátrico designa um quadro clínico preciso (distúrbio depressivo), caracterizado por sintomas biológicos e psíquicos espontâneos, aparentemente desproporcionais em intensidade e duração aos acontecimentos que os provocaram. Essa condição se distingue por sintomas como perda de interesse, astenia, incapacidade de sentir prazer, insônia, falta de apetite, diminuição da libido, facilidade em fatigar-se e alterações cognitivas, psicomotoras e neurovegetativas. Esse estado de ânimo invade por inteiro a personalidade acometida. Um indivíduo deprimido experimenta – às vezes com angústia, outras com gélido desespero – a irremediável negatividade da vida. Mas se em algumas pessoas atinge a existência pessoal (e neste…

access_time13 minutos
freud e os caminhos da depressão

Adepressão, dor e angústia referem-se a estados mentais que parecem tão familiares a ponto de muitas pessoas questionarem se seria legítimo dizer que compõem quadros psicopatológicos. Ao sermos surpreendidos por esses estados, não é raro colocarmos em dúvida a possibilidade de termos adquirido, em alguma experiência prévia, a mínima imunidade a esses desconfortos. Essa tristeza difusa tem estreita ligação com aquilo pelo qual nos reconhecemos humanos: o afeto. Pois a depressão, assim como a dor e a angústia, denota um estado afetivo particular, que priva a pessoa justamente das qualidades e figuras singulares que animam. Trata-se, então, de uma patologia? Sim, se considerarmos essa palavra não no sentido médico, de doença, mas como atributo da impossibilidade, por mais passageira que seja, de exercer ou possuir algo que é fundamental para…

access_time1 minutos
estado difuso

Os estados depressivos figuram nos diferentes quadros psicopatológicos definidos segundo o conflito ou o jogo de forças psíquicas que os determinam. No entanto, as depressões não são passíveis de definição em termos de certa problemática ou de sentidos próprios ao universo psíquico. Elas estão associadas às condições econômicas do psiquismo que possibilitam os espaços em que o mundo psíquico se estrutura, se constitui e se desenrola. São condições manejadas pelo e com o objetivo ao longo do eixo narcísico especular, sob suas diferentes modalidades.…

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