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Mente&CérebroMente&Cérebro

Mente&Cérebro Agosto 2018

A revista Mente&Cerebro é voltada a todos que se interessam pelos misterios da mente humana. Seus artigos e repostagens são porduzidos em linguagem acessivel, e abordam temas como emoções, inteligência, sexualidade, distúrbios e outros assuntos fascinantes do psiquismo

País:
Brazil
Língua:
Portuguese
Editora:
Editora Segmento Ltda
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NESTA EDIÇÃO

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o jogo de esconde-esconde

Uma vez ou outra quase todo mundo deixa para mais tarde aquilo que deve ser feito (e quem jamais se aventura por algumas postergações pode estar num outro extremo, inflexível e obcecado pelo controle). O que pode ser preocupante não são os adiamentos eventuais, mas quando esse comportamento se torna um hábito. Em um estudo sobre o tema, o economista Piers Steel, da Universidade de Calgary, nos Estados Unidos, constatou que dois em cada 10 adultos rotineiramente postergam atividades que sabem conscientemente que seria melhor que enfrentassem de uma vez por todas. Segundo resultados da análise feita por Steel, a procrastinação afeta de 80% a 95% dos estudantes universitários, cujo equilíbrio entre horários acadêmicos e busca por distrações como “festas na república” nem sempre é fácil de ser administrado. Procrastinar, no…

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estranhos convidados conhecidos

Apenas quatro ambientes: sala, cozinha, banheiro e uma pequena área externa. É por esses espaços que circulam os personagens do longa-metragem A festa, dirigido por Sally Potter. O clima teatral e intimista do filme em preto e branco, passado na Inglaterra, comporta desde as primeiras cenas uma leve tensão e sugere a quem assiste a impressão de que os personagens poderiam estar em cima de um palco, a poucos metros de seu rosto. A primeira cena já convida o espectador a se tornar expectador, quando Janet, a protagonista, transtornada, aponta uma arma diretamente para a câmera que representa um recém-chegado (neste momento ainda desconhecido). Mas, para entender o que ocorreu, é preciso acompanhar o que veio antes. Na cozinha, Janet, a dona da casa, prepara receitas para recepcionar seus convidados.…

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aprendendo a pensar

Ainda que os bebês quase não falem antes de 1 ano, estudos mostram que eles já pensam, têm capacidade de memorização e conseguem fazer comparações que os ajudam a organizar suas experiências – preparando-se para acumular outras. Com isso, organizam o ambiente em que vivem. “A quantidade de novas impressões adquiridas pelo recém-nascido são incontáveis e surgem o tempo todo, ameaçando sobrecarregar seu cérebro, daí a urgência dessa organização”, explica Sabina Pauen, professora de psicologia do desenvolvimento da Universidade de Heidelberg, na Alemanha. “Para dar certa ordem a esse volume de informações o bebê separa tudo em categorias, como se as distribuísse em gavetas em seu intelecto”, explica. Assim, a criança não precisa reaprender todas as características daquilo que surge em sua vida, mas pode transferir sua experiência com determinado…

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as barreiras dos símbolos

Um passo importante no desenvolvimento mental infantil é passar a pensar simbolicamente – algo que envolve, além da memória, habilidades de raciocínio e observação. Dada a complexidade desse processo, as crianças pequenas tendem a “misturar” objetos reais e seus símbolos logo que percebem que uma coisa pode representar outra. “A capacidade de criar e operar uma grande variedade de representações é o que mais distingue os humanos de outras criaturas. Essa habilidade nos permite transmitir informações de uma geração a outra, o que torna possível a cultura, e adquirir repertório sobre certos assuntos sem ter experiência direta com elas”, afirma a psicóloga Judy S. DeLoache, doutora em desenvolvimento infantil, professora das universidades de Virgínia e Illinois. Ela exemplifica: “Temos conhecimento dos dinossauros apesar de jamais termos visto um de verdade;…

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essa mania de deixar para amanhã...

De um lado, uma lista de tarefas a serem cumpridas. Do outro, os prazos que ficam a cada hora mais curtos. No meio, aquela “enrolação” que aparece em forma de dificuldade enorme de concentração, navegação absolutamente improdutiva nas redes sociais, sensação de torpor ou agitação. Ou seja: nada que contribua para a realização das atividades com as quais nos comprometemos. E à medida que o tempo passa o desconforto emocional aumenta, marcado pela impressão de que jogamos fora um tempo precioso, que não foi usado de forma produtiva para o trabalho ou estudo no momento adequado. E pior: nem de maneira realmente prazerosa para o lazer ou o descanso. Essa espécie de armadilha da qual pouca gente está imune atende pelo nome de procrastinação, um vocábulo que vem do latim,…

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a responsabilidade dos genes

Recentemente, um grupo de cientistas da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, constatou que a tendência a adiar obrigações que assumimos está associada à genética. O pesquisador Daniel Gustavson argumenta que procrastinação e impulsividade são traços geneticamente ligados e provavelmente resultantes de origens evolutivas semelhantes. Ter atitudes impulsivas pode ter ajudado nossos antepassados a agir de forma rápida, garantindo recompensas imediatas e a sobrevivência, em tempos tão incertos. Em tempos mais recentes da história humana, em que há muitas metas a serem atingidas, podemos nos dar ao luxo de adiar algumas delas. Os estudiosos americanos “acompanharam” 181 pares de gêmeos idênticos (que apresentam compatibilidade de 100% dos genes) e 166 duplas de gêmeos fraternos (que compartilham apenas 50% de seus genes). Foi avaliada a habilidade de todos eles de estabelecer e…

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