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Mente&CérebroMente&Cérebro

Mente&Cérebro Julho 2018

A revista Mente&Cerebro é voltada a todos que se interessam pelos misterios da mente humana. Seus artigos e repostagens são porduzidos em linguagem acessivel, e abordam temas como emoções, inteligência, sexualidade, distúrbios e outros assuntos fascinantes do psiquismo

País:
Brazil
Língua:
Portuguese
Editora:
Editora Segmento Ltda
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NESTA EDIÇÃO

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em busca de conquistas

O que é sucesso para você? Viver em uma casa confortável, comprar um carro novo, passar férias em lugares bonitos? Ter uma boa aparência ou talvez ser reconhecido como um bom profissional? Todas essas respostas podem contribuir para a imagem de uma pessoa bem-sucedida – pelo menos é isso o que nos fazem (ou tentam fazer) crer os comerciais de televisão e as mídias sociais. Essa ideia, no entanto, se baseia em aspectos externos que, embora ofereçam o conforto e até a ilusão de que somos mais poderosos do que realmente somos, não sustentam o bem-estar emocional. Do ponto de vista psíquico, o verdadeiro sucesso está associado à capacidade de estar presente, em sintonia com os próprios desejos, escolhas e também com nossas dificuldades. Em outras palavras, não é medido…

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duas vezes terapia

O amante duplo é um daqueles filmes que, após a última cena, costumam evocar principalmente duas reações do público. “Ah, então era isso?”, talvez murmurem alguns, sentindo-se levemente traídos pelo desfecho da história. Outros, possivelmente psicólogos e psicanalistas, provavelmente farão uma retrospectiva das cenas recém-assistidas, em busca da compreensão do que foi apresentado pelo diretor François Ozon, responsável também pelo roteiro do filme. Porém, mais interessante do que gostar ou não da obra talvez seja reconhecer que a película propõe reflexões sobre os limites da realidade interna e externa, que por vezes se interpõem e se entrelaçam, expondo as tentativas criadas pelo psiquismo para lidar com conflitos e traumas. Desde a primeira cena está posta a questão da sexualidade que permeia a trama. A angústia expressa-se no corpo da jovem Chloé,…

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a ética do cachorro

Todos que convivem com cães sabem: eles aprendem as regras da casa que os acolhe e, quando quebram alguma norma, expressam fisicamente o arrependimento – alguns se escondem e cobrem os olhos, outros se abaixam ou arrastam-se pelo chão, num gesto geralmente gracioso o bastante para garantir o rápido perdão dos donos. Poucas pessoas, porém, param para se perguntar por que esses animais têm um senso tão aguçado de certo e errado. Estudos recentes têm mostrado que canídeos (animais da família dos cachorros, como raposas e lobos) seguem um código estrito de conduta ao brincar, ensinando aos filhotes as regras de engajamento social que permitem a manutenção de sociedades bem-sucedidas. Os chimpanzés e os outros primatas, que não o ser humano, são notícia nos jornais quando os pesquisadores, usando a lógica,…

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regras claras para conviver bem

Quando os cachorros (e canídeos em geral) e os outros animais se divertem juntos, adotam comportamentos como morder, montar em cima do outro, chocar os corpos – ações que podem ser facilmente interpretadas de forma equivocada pelos participantes. Porém, anos de análises feitas por um de nós (Bekoff) mostraram que esses indivíduos negociam cuidadosamente a brincadeira, seguindo quatro regras gerais para impedir que a atividade lúdica se transforme em briga. 1 A comunicação deve ser clara. Os animais anunciam que querem brincar – e não lutar ou acasalar. Os canídeos abaixam a cabeça para indicar essa intenção, engatinham sobre as patas dianteiras, apoiando-se nelas, enquanto as pernas traseiras continuam eretas. Os acenos são usados quase que exclusivamente durante a brincadeira e são altamente estereotipados, ou seja, sempre parecem os mesmos (para…

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preocupação com dinheiro duplica a dor

Poucas coisas causam tanto desconforto quanto não saber quando chega o próximo pagamento. Ou ter a convicção de que o montante a ser recebido não será suficiente para saldar todas as contas. A insegurança econômica traz consigo um amplo espectro de efeitos negativos, incluindo sentimentos de baixa autoestima e prejuízo do funcionamento cognitivo. Cientistas descobriram ainda que o estresse financeiro pode causar dor física. É o que mostra um artigo publicado este ano no periódico científico Psychological Science. A pesquisadora Eileen Chou, doutora em ciências e professora de políticas públicas na Universidade da Virgínia, e seus colaboradores começaram o estudo pela análise de um conjunto de dados de 33.720 famílias americanas. Os cientistas constataram que aquelas com maiores níveis de desemprego eram mais propensas a comprar analgésicos isentos de prescrição. Utilizando…

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afeto ajuda a aliviar os infortúnios financeiros

Além de contribuir para o aumento da sensibilidade à dor física, o estresse financeiro pode influir também nos estados emocionais, exacerbando a sensação de angústia. Estudos comprovaram que ganhar menos dinheiro intensifica a tristeza que normalmente resulta de situações difíceis que enfrentamos na vida, como divórcio, problemas de saúde e solidão. Mas as dificuldades financeiras não significam que a pessoa esteja fadada a sofrer. Um estudo americano de 2014 constatou que o apoio social pode ajudar a proteger tanto contra a dor psicológica quanto contra a física associada ao estresse financeiro. Nesse sentido, o afeto pode funcionar como fator de proteção. Em relação à dor física, a eficácia do toque carinhoso para diminuir a intensidade do desconforto já havia sido comprovada há alguns anos por cientistas da Universidade de Gotemburgo,…

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