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Mente&CérebroMente&Cérebro

Mente&Cérebro Outubro 2018

A revista Mente&Cerebro é voltada a todos que se interessam pelos misterios da mente humana. Seus artigos e repostagens são porduzidos em linguagem acessivel, e abordam temas como emoções, inteligência, sexualidade, distúrbios e outros assuntos fascinantes do psiquismo

País:
Brazil
Língua:
Portuguese
Editora:
Editora Segmento Ltda
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NESTA EDIÇÃO

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a incômoda multiplicidade de “outros”

Vivemos tempos contraditórios. Em nenhum outro momento da história (exceto em sociedades matriarcais específicas) tivemos uma participação tão significativa de mulheres nas variadas instâncias sociais. Mas nem de longe vivemos uma época pacífica, marcada pela igualdade de direitos. Em variados setores, mulheres lutam duramente para serem tratadas de forma mais justa. Curiosos, cientistas observam que o jeito “feminino” ou “masculino” de liderar não está necessariamente associado a gênero, mas a características de personalidade, como mostram as reportagens de capa de Mente e Cérebro. Também nesta edição retomamos um assunto polêmico: a intolerância. Como assinala a socióloga Luci Ribeiro, “os padrões estão mudando muito rapidamente e existe uma multiplicidade de ‘outros’ com quem precisamos conviver”. Em meio às transformações, é visível o recrudescimento das relações, com mais violência e menos empatia. Para…

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produtos caros estimulam atividade cerebral

Sabe aquela história de que, mesmo sem saber o preço das coisas, tendemos a gostar das mais caras? Pois é. Parece que nosso cérebro sabe mesmo reconhecer um objeto valioso – mesmo que não tenhamos nenhuma ideia conscientemente de quanto custa cada objeto. Pelo menos é o que mostra um estudo americano recente, publicado no periódico científico Neuron. Para chegar a essa conclusão, pesquisadores recorreram a exames de neuroimagem e escanearam repetidamente o cérebro de voluntários enquanto eles escolhiam entre dois produtos – e ganhavam dinheiro quando optavam pelo correto. Ninguém gosta de perder, muito menos dinheiro; cientistas descobriram, porém, que passar por isso não é só desagradável: nosso cérebro associa essa situação à sensação dolorosa A “remuneração” tinha um propósito: fazer com que alguns objetos passassem a ser associados a valores…

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sob o signo da intolerância

Éna diversidade que nos constituímos, mas a maioria das pessoas passa a vida se rebelando contra ela. A diferença atrai, mas em geral o que prevalece é o incômodo que causa – a ponto de, em muitos casos, suscitar o ódio. Não por acaso, em 3 mil anos de civilização a história registra apenas 500 anos não contínuos de paz. Mas é bom lembrar que o fato de não haver documentação precisa pode ocultar conflitos que se perderam. Nas últimas semanas, a polarização de opiniões, traduzida em intenções de votos, tem dividido o país, tem trazido à tona uma triste realidade: somos menos informados e mais machistas, homofóbicos, elitistas, higienistas, violentos e raivosos do que gostamos de admitir. O que nem sempre percebemos é que, não raro, a intolerância transfigura-se…

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a civilização não está pronta!

O preconceito está por trás de todos os mecanismos de exclusão. “A intolerância é despertada pelo que está fora dos padrões”, diz a socióloga Luci Ribeiro, doutora em sociologia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com pós-doutorado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), autora do livro Estranhos no mundo contemporâneo: exclusão social, preconceito e intolerância (Appris, 2014). “Vivemos em tempos de mudança econômica, social e de comportamento e isso abala muito a estrutura emocional daqueles que sempre tiveram lugar de privilégio”, afirma a pesquisadora, integrante do Laboratório de Ensino e Pesquisa em Ciências Sociais (Lenps) da Universidade Estadual de Londrina (UEL). “Quando olhamos para o momento atual, de grande retrocesso social, é preciso considerar nosso passado recente marcado pela saída da ditadura e para a abertura democrática”, observa Ribeiro.…

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até onde podemos ir?

Há 50 anos, um estudo hoje considerado clássico – e eticamente condenável –, conduzido pelo psicólogo americano Stanley Milgram, da Universidade Yale, colocou em dúvida os valores morais e a bondade de pessoas pacatas e comuns. E ainda hoje provoca discussões. A experiência pretendia explicar crueldades praticadas por adeptos do nazismo e se propunha a investigar de que maneira indivíduos tendem a obedecer às autoridades, mesmo quando as ordens contradizem o bom-senso. Os voluntários foram orientados a fazer perguntas a outros participantes e, caso as respostas estivessem erradas, os aplicadores deviam submetê-los a choques elétricos cada vez mais intensos. O que eles não sabiam, entretanto, é que as descargas não provocavam dor de verdade; a reação das “vítimas” não passava de encenação, pois haviam sido instruídas por Milgram para simular…

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moral, ética, bondade, maldade

É comum que as palavras “moral” e “ética” frequentemente apareçam juntas e às vezes sejam tomadas erroneamente por sinônimo. A primeira tem caráter prático, relativo e restrito a determinada circunstância. Já a segunda é a reflexão filosófica sobre a moral, busca compreender sua lógica e justificá-la. É necessário reconhecer que a própria etimologia dos termos pode causar dúvidas. A palavra “ética” vem do grego ethos e tem duas origens possíveis: pode ser traduzida por costume ou fazer alusão ao caráter, ao “modo de ser”. Esta última orienta a utilização atual que damos ao vocábulo. “Moral”, por sua vez, tem origem em mores, do latim, e se refere a “usos e costumes”. Podemos pensar que moral são as normas que devem ser seguidas e tem como objetivo regular o comportamento; o…

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