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Mente&CérebroMente&Cérebro

Mente&Cérebro Setembro 2018

A revista Mente&Cerebro é voltada a todos que se interessam pelos misterios da mente humana. Seus artigos e repostagens são porduzidos em linguagem acessivel, e abordam temas como emoções, inteligência, sexualidade, distúrbios e outros assuntos fascinantes do psiquismo

País:
Brazil
Língua:
Portuguese
Editora:
Editora Segmento Ltda
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NESTA EDIÇÃO

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baseado em pesquisas

Falar em maconha fora de grupos homogêneos, com formas muito similares de pensar, é quase sempre sinônimo de polêmica: raramente há consenso. Nem a ciência nos oferece esse conforto. O consumo apresenta riscos? Sim, como ocorre com qualquer substância psicoativa, o uso excessivo causa prejuízos à saúde física e mental, em especial na adolescência. Recentemente, pesquisadores das universidades Northwestern e Harvard avaliaram o funcionamento neurológico de jovens com idades entre 18 e 25 anos, divididos em grupos de usuários e não usuários, os submeteram a exames de ressonância magnética e concluíram que o consumo recreativo de cannabis pode estar associado a alterações no sistema de recompensa. Diversos artigos apontam que mesmo o uso casual da droga pode prejudicar o cérebro de jovens, tornando-os pouco interessados em atividades prazerosas que não incluam o…

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sim, você sabe ler mentes!

Desde pequenos aprendemos uma série de coisas só observando o mundo que nos cerca. Nos primeiros anos de vida começamos a entender a tristeza, alegria, desilusão e ciúmes dos outros como correlatos emocionais de nossos comportamentos. “Não chora, mamãe”, provavelmente dirá a garotinha ao ver a mãe emocionada por alguma razão. Por volta dos 4 anos, as crianças dão os primeiros passos em direção ao domínio das habilidades sociais: copiam gestos, imitam palavras e atitudes e, geralmente, desenvolvem simpatias. Dessa forma, sinalizam que fazem parte dos mesmos círculos de que todos nós participamos para nos tornar “membros da tribo”, capazes de compartilhar comportamentos socialmente contagiantes como chorar, bocejar, sorrir, gargalhar e fazer caretas de nojo. Estímulos emocionais que captamos e a maneira como os interpretamos se transformam em respostas e desencadeiam…

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o jogo da imitação

O neurocientista Giacomo Rizzolatti, da Universidade de Parma, pesquisava o controle de movimentos de macacos e para isso havia implantado eletrodos em neurônios do córtex pré-motor nos animais. Rizzolatti e sua equipe descobriram, por acaso, a existência dos “neurônios-espelho”. Essas estruturas microscópicas entram em ação não apenas quando um movimento é executado, mas também quando o indivíduo observa uma ação realizada por outros. Os neurônios-espelho nos permitem internalizar a ação alheia e nos colocar virtualmente no lugar do outro. Isso significa que nós não só compreendemos os sentimentos dos outros simplesmente porque nosso cérebro apreende sua perspectiva, mas porque realmente compartilhamos tais sentimentos ou sensações.…

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possibilidades terapêuticas da erva

A polêmica a respeito da Cannabis sativa, a maconha, é antiga, mas vem se tornando cada vez mais atual, à medida que surgem novos estudos a respeito dos efeitos da substância nas funções cerebrais (como atenção, motivação, memória), bem como dos riscos da utilização e de seu potencial terapêutico. Inúmeras pesquisas publicadas nos útimos anos – muitas delas feitas em tubos de ensaio e animais, mas algumas executadas em humanos – sugerem que os canabinoides, ingredientes ativos da maconha, podem ter usos medicinais, até além dos reconhecidos e aprovados legalmente em alguns países. Alguns estudos sugerem que o THC e o canabidiol podem aumentar o fluxo de sangue no cérebro, trazendo o oxigênio e nutrientes para os neurônios em risco; esse mecanismo, porém, não é totalmente compreendido A questão, porém, não se…

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possíveis relações biológicas com autismo

Os endocanabinoides se diferenciam dos neurotransmissores clássicos, entre outros fatores, por terem um sistema de transmissão retrógrado, ou seja, se propagam do neurônio pós-sináptico para o pré-sináptico. Na prática, isso significa que os endocanabinoides e os receptores CB1 influenciam eventos que ocorrem no neurônio pré-sináptico, como a liberação de neurotransmissores como GABA e glutamato, envolvidos no balanço inibitório-excitatório das células. “O aumento de dopamina, efeito indireto da droga, afetou a busca natural por recompensa social; o mesmo fato foi relatado por outros estudos em modelos animais que usaram o canabinoide exógeno THC, presente na Cannabis sativa”, diz pesquisadora Assim, os receptores CB1 influenciam de forma indireta a liberação da dopamina, pois “inibem o efeito inibidor” do GABA sobre a dopamina, de forma que esta é liberada em diversas estruturas do cérebro, incluindo…

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a síndrome que faz tudo perder a graça

Um efeito experimentado por pessoas que usam maconha com frequência foi observado clinicamente e chamado por especialistas de síndrome amotivacional. Embora sejam necessários mais estudos para documentar esse quadro, o que muitos especialistas ressaltam é que usuários com esse sintoma deixam de ter interesse por atividades em geral que causam prazer, incluindo a socialização. No estudo em que comparou ratos saudáveis com animais com traços de sintomas de autismo, a pesquisadora Fernanda Teixeira Ribeiro analisou os efeitos de uma medicação que aumentava a disponibilidade de canabinoides endógenos no cérebro desses animais. Ela verificou que os roedores saudáveis que receberam a medicação apresentaram comportamentos similares ao que se poderia descrever como uma síndrome amotivacional, mostrando pouco interesse em interação com estímulos sociais, quando submetidos a testes de comportamento social. Ribeiro explica…

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