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Sabor Club

Sabor Club Edicao 30

Sabor.Club faz parte de uma plataforma de comunicação criada para enriquecer experiências gastronômicas. Com um olhar moderno, nós buscamos e propagamos informação para revelar não só comida, mas também o modo de vida

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País:
Brazil
Língua:
Portuguese
Editora:
Inner Publishing Net LLC
Periodicidade:
Back issues only

nesta edição

1 minutos
editorial

Sabor.CLUB, o manifesto: • Nós comemos• Nós bebemos• Nós cozinhamos• Nós viajamos (para comer)• Nós conversamos (também sobre comida)• Nós acreditamos que comer é uma das grandes maravilhas da vida – e viva a boa mesa! ATIRE A PRIMEIRA COLHER QUEM NUNCA TOMOU uma rasteira da vida. Os bons, no entanto, caem e se levantam. Mais firmes, mais fortes. Esta edição está repleta de exemplos assim, como o do Victor Dimitrow que viu o seu sonho de restaurante queimar durante uma madrugada, por causa do ineficiente serviço de eletricidade da maior cidade do país. Coincidentemente estivemos no ótimo Petí, da rua Cotoxó, em Perdizes, horas antes do incêndio que fritou o restaurante. Chovia e ventava, numa dessas reviravoltas climáticas típicas dos dias de verão. E a luz ia e vinha no restaurante. Apesar da…

2 minutos
barra forte

Em 2002, a chef venezuelana Maria Fernanda di Giacobbe tinha nove restaurantes em Caracas. Restou apenas um. Nos últimos anos, ela viu seu país mergulhar numa espiral descendente, com a economia em colapso e os direitos civis cada vez mais ameaçados. “Vivi uns dez anos lutando na rua contra o governo”, conta a chef, que esteve no Brasil em maio, para dar uma palestra no evento Brazil Bean to Bar Chocolate Week, promovido pela Associação Bean to Bar Brasl. “Agora, penso que o chocolate é uma maneira mais positiva de mudar o país.” Aos 55 anos, Maria Fernanda aposta no cacau como símbolo de identidade nacional para levantar e unir uma Venezuela fragmentada. Em 2016, ela venceu a primeira edição do Basque Culinary World Prize, prêmio dado a chefs que se…

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da amêndoa à barra

Comprometimento sócio-ambiental, acompanhamento do fabricante em todas as etapas da cadeia produtiva e nada de aditivos químicos: essas são algumas das características essenciais de um chocolate “bean to bar” – ou da amêndoa à barra. Produzidas de maneira artesanal, em quantidades reduzidas, essas barras de chocolate não se assemelham em nada às opções mais comerciais, que carregam no açúcar e na gordura hidrogenada. São chocolates com alta porcentagem de cacau e personalidade muito própria, já que a origem da amêndoa é de extrema importância na fabricação. Massa de cacau, manteiga de cacau e açúcar costumam ser os únicos ingredientes desses chocolates, embora também haja espaço para versões ao leite. Além da preocupação com a qualidade da matéria-prima e os cuidados redobrados durante a produção, o movimento bean to bar também…

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comer fora

Livre para criar Moderno em tudo, aqui se faz cozinha bem criativa – sem confusão Um grão de grão de bico ao lado de um pedacinho de nabo mergulhado num rico caldo de suã, depois outro grão e mais um pedacinho de nabo e assim sucessivamente. No meio do prato um suculento tentáculo de polvo, cozido à perfeição. O cuidado do chef Rafael Navarini ao preparar e apresentar o prato mais robusto do seu cardápio, dá uma bela ideia do que é a cozinha ajustada do Mensa, em São Paulo. A ideia aqui é fazer cozinha contemporânea “acadêmica”, aquela que pode quase tudo. Mas que quando é mal feita vira nada. Esse, no entanto, não é o caso por aqui. Mergulhada na badalada ideia de plant based, o cozinheiro que já passou pelas…

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filé dos filés

Com sabor intenso e cheio de personalidade, o aliche é daqueles ingredientes que não passam despercebidos –não dá para bobear na hora de escolher qual usar para incrementar a massa, pizza ou preparar a salada niçoise. Pois eis uma boa notícia: o celebrado aliche da marca italiana Agostino Recca, preferido por chefs como Mario Batali, já pode ser encontrado no Brasil, importado pela La Pastina. Fundada em 1937 na comuna de Sciacca, na região da Sicília, a Agostino Recca começou como um pequeno negócio familiar e se tornou uma das maiores empresas da Itália voltada para a conserva de peixes. Apesar do crescimento, ela preservou os métodos artesanais de produção – os peixes são limpos manualmente, um a um, para garantir a qualidade e preservar os sabores. Somado a isso, a…

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bom de boca

Eu não conhecia o aliche da Agostino Recca, até participar de uma feira na seda da importadora La Pastina. E vou lhe falar: vou provar para me apaixonar. Situação que acontece com quase todo mundo que gosta de aliche e põe esta conserva na boca. Ela é suave, pouco salgada, características que permitem que o gosto do peixe, macio como um patê, se espalhe pelo palato. Sugestão de consumo à italiana: uma fatia de pão italiano, um fio nde azeite italiano sobre ele e dois filézinhos do aliche. Só isso e tudo mais.…