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Comida & Vinho
Sabor Club

Sabor Club No. 012

Sabor.Club faz parte de uma plataforma de comunicação criada para enriquecer experiências gastronômicas. Com um olhar moderno, nós buscamos e propagamos informação para revelar não só comida, mas também o modo de vida

País:
Brazil
Língua:
Portuguese
Editora:
Inner Publishing Net LLC
Periodicidade:
Back issues only
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nesta edição

2 minutos
editorial

Sabor.Club o manifesto: • Nós comemos• Nós bebemos• Nós cozinhamos• Nós viajamos (para comer)• Nós conversamos (também sobre comida)• Nós acreditamos que comer é uma das grandes maravilhas da vida – e viva a boa mesa! UM SEM NÚMERO DE RESTAURANTES, BARES, LANCHONETES, Food trucks. Chefs, jovens chefs, chefs-celebridade. Importadores, produtores, pequenos produtores. Revistas, cadernos de jornal dedicados ao tema, sites, perfis em redes sociais, programas de TV de toda a sorte. Eventos, e-commerce, ações inovadoras. Diante dessa pulsante movimentação no cenário gastronômico e um interesse crescente do público, a pergunta é inevitável: para onde vamos? Aí, fazemos uma correção: para onde fomos? A resposta é: para os cafundós do Brasil, para o coração do país, como revela a incrível popularidade de Claude Troisgros. Ela nos mostra o que temos identificado fortemente por…

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danio a bordo

O fundador da Associação Brasileira de Sommeliers no Brasil e do Prato da Boa Lembrança não faz o estilo meigo, tampouco é afeito a rodeios. Contudo, vez por outra, é preciso arrancar-lhe as boas histórias. Primeiro, ele vai desconversando, dizendo não tem muito a dizer, que veio de Parma, onde tocava a Antica Osteria dell’Orologio. Com um pouco mais de confiança, vai confessando: “Sou bussetano, ou seja, natural da cidadezinha de Busseto, onde uma das especialidades é o culatello. Não é melhor dizer que nasci ao redor de Parma?”. Será? Talvez sua impulsiva sinceridade seja coisa de bussetano. E é ela que faz companhia a até 24 passageiros em um barco de 53 pés, o Locanda al Mare. “Esse barco era do Alain Ducasse, da época em que ele vinha ao Rio para…

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chef da azurra

Copa de 78, na Argentina. Aos 23 anos de idade, Danio era cozinheiro da seleção italiana de futebol e, numa folguinha, aproveitou para conhecer o Rio. No meio de Copacabana, deparou-se com um restaurante à venda: “Em quatro dias consegui a façanha de comprá-lo, sem falar português e sem conhecer ninguém. Custava US$ 2000 e eu estava ganhando US$ 5000. Comprei. Sobravam US$ 3000”. Foi assim que carimbou o passaporte e abriu o Enotria, um restaurante italiano que fugia da dobradinha pizza-espaguete e só funcionava mediante reservas. Em seis meses, foi a primeira casa carioca a ganhar três estrelas no Guia Quatro Rodas até, no auge do sucesso, fechar as portas para dar vida a Locanda della Mimosa, em Petrópolis.…

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do mar para a serra

A Locanda Della Mimosa nasceu como um restaurante onde eventualmente se dormia. Tornou-se uma pousada boutique, com meia dúzia de quartos. Hoje, tem vinte quartos mas não perdeu o charme. A menos de um mês, Danio introduziu receitas inéditas, das quais, entre as entradas, destacam-se a terrine de queijo gorgonzola com aipo, avelãs tostadas e zest de limão siciliano e o polvo cozido a baixa temperatura com creme de batatas defumadas. Dos principais, vale mencionar, o cannelloni de queijo de cabra ao molho de camarões, tomates e manjericão, assim como a kafta de cordeiro com molho de especiarias acompanhada de arroz com lentilhas de Puy. Para um fim de semana inesquecível. Locanda della Mimosa Rua Mimosas, 30, Fazenda Inglesa. Petrópolis – RJ. Tel.: (24) 2233-5405…

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viva a tradição

Primeiro no bairro da Liberdade e, nos últimos anos, no bairro do Paraíso, o Shin-Zushi existe desde sempre como uma casa referência para quem quer dar um pulinho ali no Japão, sem sair da capital paulista. Até que a Veja São Paulo lhe deu o prêmio de melhor japonês da cidade. Isso porque, desde a decoração até o serviço e, claro, a comida, a casa não abre mão da legitimidade, sem invencionices, mantendo a tradição de escolher (e servir!) sempre o melhor peixe, cortado de forma impecável, como realmente não se vê por aí. Para comer como um japa, peça um tirashi e ouça da garçonete que trata-se de um prato grande, com muito peixe (de todos os tipos, incluindo a lula cortada como você nunca viu) e muito arroz. E…

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o nosso carbonara

Carbonara é o tipo de coisa que sempre causa frisson! Coleciona entusiastas em todo o mundo e, infelizmente, também está no topo do ranking das receitas que mais são reproduzidas, de maneira distorcida. Sem alongar a questão, creme de leite e salsinha são só alguns dos seus não-ingredientes que aparecem nos pratos por aí. Mas, esqueça todo esse discurso: ao botar os pés no Pettirosso, em São Paulo, saiba que toda a essência dessa massa, que encabeça a cultura gastronômica de Roma, será respeitada! O motivo? O chef Marco Renzetti é romano e como tal, respeita a tradição no preparo: só gemas, queijo pecorino, pimenta-do-reino e pancetta. E sim, faz com que a gente em poucas garfadas, se sinta lá na sua cidade natal. . R. Cunha Gago, 590, Pinheiros, São Paulo…