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National Geographic Magazine  PortugalNational Geographic Magazine  Portugal

National Geographic Magazine Portugal Septiembre 2019

National Geographic Magazine é uma revista única no seu género. Mais de 100 anos a publicar as explorações e descobrimentos dos seus cientístas, exploradores e fotógrafos. Mais de 100 anos mantendo-se fiel ao seu compromisso de velar pelos bens culturais, históricos, antropológicos e naturais do nosso planeta.

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3 min
porque aprendemos melhor em papel?

Folhear um livro é um ato único de prazer. O papel tem impacto visual, cheiro, som e textura, mas influencia-nos de uma forma que vai muito além da afetividade e dos sentidos, assumindo-se como fator importante nos terrenos da aprendizagem e do conhecimento. Inúmeros estudos realizados ao longo dos últimos anos concluíram que ler em papel, por oposição à leitura digital, promove o pensamento abstrato, a concentração e a compreensão, ao mesmo tempo que reivindica um menor cansaço ocular. A neurociência também comprovou uma clara ligação entre o movimento do braço – especialmente a escrever e desenhar – e o processo neurológico de aprendizagem. E na psicologia percebeu-se que a escrita à mão potencia a aquisição de conhecimento e a performance conceptual, quando comparada com o teclar no computador. Por todos…

2 min
o estado do árctico

NA PRIMAVERA PASSADA, eu e o meu marido viajámos para o Árctico numa expedição da National Geographic. Nunca tínhamos estado ali e ficámos impressionados com a escala da sua beleza, com os glaciares azul--claros brilhando ao sol da meia-noite e a abundante vida selvagem. Nunca me vou esquecer de ter visto uma enorme morsa em frente de um jovem urso-polar (que prudentemente decidiu seguir em frente). Também não esquecerei as palavras do comandante do navio, Leif Skog, quando proclamou que chegáramos mais a norte do que qualquer outra das suas expedições. Sabíamos que isso tinha alguma importância: Skog navega nas águas polares há mais de quatro décadas. Em breve, a experiência tornou-se amarga quando percebemos o motivo: o gelo que normalmente trava o avanço dos navios para norte tinha derretido. Nesta edição,…

16 min
o homem que descobriu o planeta azul

Ficou particularmente famosa por um punhado de homens a bordo do único navio sobrevivente ter conseguido regressar ao porto de partida passados três anos, tendo realizado, assim, a primeira viagem de circum-navegação do mundo, depois de tocarem em quatro continentes e atravessarem três oceanos. Magalhães morreu numa ilha das actuais Filipinas e foi Sebastián Elcano o comandante que cometeu a proeza de completar a primeira volta ao mundo. Comemora-se este ano o início da expedição que foi comandada por Fernão de Magalhães e que teve consequências extraordinárias para a humanidade. Esta viagem em torno do planeta terá sido decisiva para que os mais cépticos se convencessem da redondeza da Terra, embora a tese já fosse aceite há muito pela maioria dos sábios europeus, como se percebe pelo facto de se ter admitido…

1 min
uma viagem à volta do globo

Pela primeira vez, uma expedição marítima conseguiu completar a volta ao mundo, preenchendo extensas áreas vazias na cartografia da Terra. A viagem ligou finalmente o oceano Atlântico a outro de dimensões inesperadas, o Pacífico, e mostrou culturas que nunca tinham contactado com os europeus. Em breve, realizar-se-iam intensas trocas económicas e tecnológicas, no contexto do que se poderá considerar a primeira globalização da história da humanidade. Quinhentos anos depois da viagem de Magalhães, muitos territórios e lugares (como a Terra do Fogo, a Patagónia ou o estreito de Magalhães), ainda ostentam os nomes atribuídos pelos aventureiros que comunicaram a sua existência pela primeira vez.…

1 min
a morte de magalhães

As Filipinas foram um ponto de inflexão na expedição que até então percorrera mais de meio planeta. Alguns dos contactos que os recém-chegados estabeleceram com os nativos foram pacíficos e cordiais – outros foram hostis. Na ilha de Mactan, o desembarque de 49 homens, no dia 27 de Abril de 1521, provocou uma ofensiva dos indígenas e um sangrento combate na praia que viria a custar a vida de Magalhães, abatido pelas flechas dos guerreiros, enquanto o resto dos homens tentava regressar aos navios. Cerca de oitenta anos depois, em 1595, com o poder colonial espanhol consolidado no arquipélago, um pintor ilustrou, por encomenda (provavelmente do governador-geral das Filipinas), o chamado Códice Boxer: as suas 65 ilustrações coloridas representam diferentes grupos étnicos que então povoavam o mar da China Meridional:…

12 min
quem descobre o animal?

“As cores de muitos animais parecem adaptar-se à necessidade de se esconderem, seja para evitar o perigo ou para atacar a sua presa”, escreveu, em 1794, Erasmus Darwin, avô do autor de “A Origem das Espécies”. Na sua célebre obra, Charles Darwin argumentou que a evolução de qualquer ser vivo depende da acção da selecção natural, um mecanismo que favorece traços hereditários que jogam a favor da sobrevivência e da reprodução. Estratégias evolutivas como a cripse, que permite aos organismos passarem despercebidos na natureza, ou o mimetismo, uma habilidade graças à qual muitas espécies simulam aparências estranhas, são provas disso. Não é em vão que muitas plantas, invertebrados, peixes, aves, reptéis, anfíbios e mamíferos (e até bactérias e vírus) evoluíram nesse sentido. A cripse “é uma adaptação evolutiva através da qual…