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National Geographic Magazine  PortugalNational Geographic Magazine  Portugal

National Geographic Magazine Portugal Septiembre 2018

National Geographic Magazine é uma revista única no seu género. Mais de 100 anos a publicar as explorações e descobrimentos dos seus cientístas, exploradores e fotógrafos. Mais de 100 anos mantendo-se fiel ao seu compromisso de velar pelos bens culturais, históricos, antropológicos e naturais do nosso planeta.

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uma proeza extraordinária

O CORAÇÃO DE ADREA SCHNEIDER foi para uma assistente social com cerca de 60 anos. O fígado para um homem de 66 anos. O pulmão direito foi atribuído a uma mulher de 51 anos e o esquerdo a outra com 62 anos. Os rins e as córneas foram doados. O seu útero foi usado para investigação médica na área da fertilidade. O seu rosto foi para Katie Stubblefield. Esta história fala dessa face, a dádiva de uma jovem que morreu e que deu a outra jovem uma segunda hipótese de viver – tornando-se o receptor mais jovem de um transplante facial nos EUA. Trata-se de uma história sobre ciência de vanguarda e os médicos, enfermeiras e cirurgiões que desenvolveram esta proeza médica. É uma história sobre aquela que talvez seja a parte mais…

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o novo rosto de katie

Dezasseis horas antes, os cirurgiões do bloco operatório 19 da Clínica Cleveland começaram a delicada tarefa de remover o rosto de uma mulher de 31 anos, declarada morta, em termos legais e clínicos, três dias antes. Em breve, levá-lo-ão a uma jovem de 21 anos que esperou mais de três anos por um novo rosto. Cirurgiões, internos e enfermeiras contemplam-no. Outro pessoal clínico, em jeito de fotógrafos caçadores de imagens invulgarmente educados, aproximam-se dele com câmaras para documentá-lo. O rosto, privado de sangue, vai empalidecendo. A cada segundo que passa separado de um corpo ganha semelhanças com as máscaras funerárias do século XIX. Frank Papay, cirurgião plástico veterano, pega no tabuleiro e transporta-o cuidadosamente com as mãos enluvadas. Dirige-se ao bloco operatório 20, onde Katie Stubblefield o espera. O rosto repousa sobre um…

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o novo rosto de katie

1 Mantê-la viva Quando foi admitida na clínica, Katie já fizera várias cirurgias de estabilização. Foram depois removidos ossos despedaçados do queixo e crânio, mantiveram-se as vias aéreas abertas para que ela pudesse respirar e fecharam-se as feridas para poderem regenerar-se. 2 Reconstruir o nariz e o crânio Os médicos construíram uma cavidade nasal para ajudar a proteger o cérebro de Katie de infecções e facilitar a alimentação e respiração. Placas e parafusos de operações anteriores foram retirados e a ferida aberta do rosto foi selada. Os cirurgiões removeram os ossos infectados do crânio. 3 Aperfeiçoando o maxilar O maxilar requer equipamento para estabilizar o rosto. Exames de imagiologia à irmã forneceram as dimensões para construir um queixo de tamanho apropriado feito em titânio e osso enxertado da perna. Tecidos compostos de músculo, pele e…

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procurar ajuda

SOBREVIVENTE DE UMA TENTATIVA DE SUICÍDIO, Katie Stubblefield espera ajudar pessoas em dificuldades. Para os norte-americanos da sua idade, o suicídio é a segunda causa de morte e a taxa geral aumentou 28% entre 1999 e 2016. “Mesmo que seja difícil o que se passa na sua vida, asseguro que é apenas temporário”, afirma Katie. “E seja o que for, há sempre alguém com quem pode falar.” Estes são os factores mais comuns no suicídio. A doença mental e outros problemas também contribuem. JOHN TOMANIO E RYAN T. WILLIAMS. ARTE: HAISAM HUSSEIN. FONTES: REGISTO CIENTÍFICO DE RECEPTORES DE TRANSPLANTES; DONATE LIFE AMERICA; PROGRAMA NACIONAL DE DADORES DE MEDULA ÓSSEA; ASSOCIAÇÃO AMERICANA DE BANCOS DE TECIDOS; REDE DE OBTENÇÃO E TRASPLANTE DE ÓRGÃOS; CENTROS PARA O CONTROLO E PREVENÇÃO DE DOENÇAS; REDE UNIFICADA DE…

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por terras esquecidas

O sol tímido espreitava entre os montes numa tarde gelada de Março. A neve misturada com a chuva miudinha ensopava-me. Alguns abutres teimavam em voar no meio deste ambiente tempestuoso. O Douro Internacional é um lugar majestoso. Ao longo de um percurso de vários quilómetros, erguem-se enormes arribas, guardiãs de um passado remoto. As marcas desta presença estão por todo o lado. Caçadores, guerreiros, pastores, monges e agricultores todos eles influenciaram um território que, apesar de fortemente humanizado, continua quase intocado. Com alguma imaginação, não é difícil conceber as grandes manadas que percorriam este espaço na pré-história, conduzidas por caçadores-recolectores. Mais tarde, fixaram-se comunidades que, do alto destes penhascos, controlavam um vasto território. O Império Romano, com a sua fúria centralizadora, chegou e também dominou esta região periférica. As villae rústicas –…

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passagem para outro tempo

Tinha o cabelo tingido de púrpura e roupas de licra. A jovem estrangeira dançava sozinha, baloiçando descalça sobre o tejadilho de um carro estacionado numa fronteira realmente longínqua do coração rochoso da Ásia, na margem do rio Panj que separa o Tajiquistão do Afeganistão – um conhecido paraíso para os traficantes de ópio, nos contrafortes meridionais da cordilheira do Pamir. A chapa de matrícula do carro era da União Europeia. Mas quem era ela? Uma peregrina atrasada no velho trilho dos hippies? Uma mística? Uma toxicodependente? Uma turista? Uma aventureira? Era impossível saber. Ergui o meu chapéu endurecido e salgado pelo suor ao passar por ela, num cumprimento, puxando um burro de carga cansado, castigado pelo vento, e de ventre vazio por acampar há mais de um mês entre penhascos da Ásia…

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