Adega Edicao 187

ADEGA traz-lhe o melhor do apaixonante e sofisticado mundo do vinho. Matérias completas com imagens deslumbrantes dos grandes vinhos, regiões produtoras, vinícolas, entrevistas, viagens, dicas de harmonização e centenas de avaliações independentes de vinhos para todos os gostos, bolsos e ocasiões. Leia e comprove porque ADEGA é a maior revista de vinhos em Português.

Pays:
Brazil
Langue:
Portuguese
Éditeur:
Inner Publishing Net LLC
Fréquence:
Monthly
2,58 €(TVA Incluse)
17,30 €(TVA Incluse)
12 Numéros

dans ce numéro

2 min
subestimados

Tem um viés da natureza humana (dos adultos, diga-se) que muitas vezes tende a subestimar ou mesmo rotular algumas novidades de forma preconceituosa, sem um conhecimento mais aprofundado. Se algo foge do padrão ao qual estamos acostumados, uma das primeiras reações é suspeitar, olhar torto, duvidar. No mundo do vinho isso também ocorre. Não que não se deva ter um pé atrás com alguém que diz que vai revolucionar uma indústria milenar, mas também não devemos simplesmente descartar de pronto. Se produtores como os Incisa della Rocchetta e os Antinori tivessem dado ouvidos ao que se falava de Bolgheri até os anos 1950, eles não teriam criado os Supertoscanos e mudado todo o pensamento italiano em relação à produção de vinhos de qualidade em regiões costeiras. Assim, em pouco tempo, Bolgheri…

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2 min
cartas

Pet Nat? Vi a matéria sobre harmonização com charcutaria (vulgo “frios”) e gostei das sugestões. Eu mesmo sempre bebo muitos vinhos acompanhado apenas de queijos e frios, sem mais. E nessas provas todas, achei uma outra parceria interessante – meio “moda” atualmente – que creio que talvez tenha sido esquecida pela equipe da revista: espumantes pet nat. Sugiro, pois vi que vocês também sugeriram Lambrusco e creio que, de certa forma, alguns pet nat hoje lembram um pouco os Lambruscos. Eu mesmo provei alguns e acho que o estilo combina muito bem com esse tipo de comida. Já provaram? Experimentem com salsichas alemãs principalmente. Rubens Lunardi Varandas @emporiovarandas A Revista Adega dessa mês está impecável, como sempre! Na capa, o Catena Zapata Malbec Argentino, o ícone dos ícones da Bodega Zapata. #revistaadega Rita Sana @…

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2 min
espumante turvo?

A moda é relativamente recente, mas a história dos espumantes ditos sur lie é bem antiga. Na verdade, muito antes de surgirem esses líquidos quase transparentes com borbulhas efervescentes com os quais nos acostumamos, a origem do espumantes é bastante “turva”. Mas antes de explicar isso, é preciso explicar de onde vêm as bolhas. Pois bem, vinhos feitos pelo chamado método tradicional ou Champenoise (pois foi desenvolvido em Champagne) se tornam espumantes após a segunda fermentação, que, neste caso, ocorre dentro da garrafa. Retomando: a primeira fermentação é que transforma o mosto da uva em vinho. A segunda é a que vai gerar as borbulhas. Para isso, a forma mais tradicional (daí o nome) é colocar o vinho na garrafa e acrescentar leveduras. Elas farão o vinho fermentar novamente e, como…

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7 min
o humilde fazedor de história

ALVARO ESPINOZA É UMA LENDA viva da vitivinicultura chilena. Ele consegue unir um lado clássico com o de um inovador serial. Manter-se fiel a seus princípios é uma de suas características marcantes. É fácil gostar dele como ser humano, assim como de seus vinhos, que têm alma e propósito. É justamente a firmeza de propósito que faz com que inove à frente de tantos outros e se mantenha em curso, mesmo quando os ventos sopram em outra direção. É fácil encontrar na trajetória de Espinoza fatos que o definiram e o definem até hoje. Quantas pessoas escreveram seu nome nos livros de história da vitivinicultura? Em 1994, o ampelógrafo francês Jean Michel Boursiquot identificou a Carménère em meio a vinhedos de Merlot na Viña Carmen no Chile. Estas videiras, batizadas localmente…

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1 min
queijo e vinho, combustível?

A Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) está usando produtos residuais das indústrias de vinho e queijo para produzir hidrogênio e metano. Liderada pelo pesquisador Germán Buitrón Méndez, a equipe está usando bagaço de uva e soro de leite para criar os dois gases, que são usados para gerar a chamada eletricidade limpa. Os resíduos são levados para o laboratório, onde são decompostos por microorganismos para a produção dos biocombustíveis gasosos. O bagaço tem um “pH ácido, ideal para iniciar o processo em duas etapas”. O hidrogênio e o metano são produzidos em dois reatores separados, com o reator de hidrogênio exigindo um pH ácido e enquanto o reator de metano tem um pH neutro. Méndez e sua equipe automatizaram totalmente o processo, criando as condições ideais para a produção de…

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1 min
crescimento sustentável

Em 2020, a Aurora celebrou um faturamento de R$ 701 milhões – o maior em seus 90 anos de história. No mundo, aumento de receitas geralmente significa maior consumo de recursos. No entanto, a vinícola revelou que reduziu a emissão de gás carbônico em 316,8 mil toneladas e, pelo terceiro ano consecutivo, recebeu o Certificado de Redução de Emissão de Gases de Efeito Estufa – por utilizar apenas energia elétrica proveniente de usinas de fontes renováveis e incentivadas pelo Governo Federal, como eólica, solar, biomassa, de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) e Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs). “Temos uma preocupação muito grande com a preservação dos recursos naturais, visto que o que move a indústria vinícola depende da natureza e do clima. Para nós, é emblemático que em 2020, no ano em que…

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