Negocios y Finanzas
Harvard Business Review Brasil

Harvard Business Review Brasil Outubro 2019

É a edição brasileira da mais importante revista de economia, gestão e négocios do mundo. Fundada há 91 anos, permanece na liderança das idéias revolucionárias que movem corporações em todo o mundo

País:
Brazil
Idioma:
Portuguese
Editor:
RFM EDITORES Ltda
Periodicidad:
Monthly
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12 Números

en este número

1 min.
o propósito está no centro de sua estratégia?

MuiTas eMpresas consideraM o propÓsiTo simplesmente um acessório da estratégia. A afirmação é de Thomas W. Malnight, professor de estratégia e diretor da Iniciativa de Transformação de Negócios no IMD, em Lausanne. Contudo, novas pesquisas revelaram que as empresas mais bem-sucedidas em termos de crescimento têm o propósito no centro de sua estratégia. Em seu artigo (pág. 54), Malnight explica quais são os desafios e os benefícios para as organizações que querem virar o jogo. Já o foco desta edição trata de um tema responsável pelo desenvolvimento e sobrevivência do homos sapiens: a confiança. Os estudiosos organizacionais definem confiança como nossa vontade de estar vulnerável às ações de outros porque acreditamos que eles estão bem-intencionados e se comportarão corretamente conosco. Já nas palavras de Sandra J. Sucher e Shalene Gupta, a…

12 min.
radar

INVESTIMENTO Tome cuidado com CEOs excessivamente otimistas O economista John Maynard Keynes escreve que os animal spirits podem afetar o mercado financeiro e a economia, e economistas rotineiramente monitoram o sentimento de consumidores e investidores em busca de dicas do rumo que o ciclo de negócios e os mercados estão tomando. Novo estudo destaca outra medida de humor: o sentimento do gestor. Tomando como base transcrições de chamadas por conferência trimestrais com investidores e discussões administrativas em formulários 10-K e 10-Q — mais de 375 mil documentos ao todo —, pesquisadores usaram ferramentas de análise textual para contar as palavras positivas e as negativas em todas as declarações mensais de janeiros de 2003 a dezembro de 2014. Eles calcularam a diferença entre as palavras de uma e outra categoria e as dividiram pelo…

3 min.
por acaso ou de propósito?

Philip Kotler, um dos mais renomados gurus de negócios da atualidade e conhecido como “o pai do marketing”, deu visibilidade mundial ao conceito dos “Ps do marketing”. Inicialmente introduzido por Jerome McCarthy, na década de 60, em seu livro Basic Marketing, o quarteto mágico “Produto, Preço, Praça e Promoção” parecia ser a síntese perfeita do mix de marketing de uma empresa àquela época. Meio século depois, a complexidade de um mundo globalizado e interconectado, somado à evolução exponencial da tecnologia e seus usos, alterou de maneira radical os comportamentos e formas de consumo das sociedades e seus indivíduos. Para as empresas e seus produtos sobreviverem nesse novo contexto, outros componentes fundamentais na estratégia das organizações passaram a ter destaque. E, assim, a família do “P” cresceu e novos membros ganharam evidência:…

12 min.
o papel da equipe na reinvenção de um hotel independente

Qual É o seu negÓcio? Esta é uma pergunta que pode soar muito simples, banal até. Ora, o seu negócio pode ser uma indústria de componentes automotivos. Pode ser um pequeno varejo de roupas. Uma startup que vende vinhos online. Se esta questão fosse colocada há alguns anos aos gestores do negócio que administro hoje, como CEO, estou certo de que a resposta viria facilmente. “Dirijo um hotel”, diria meu avô, fundador do Maksoud Plaza e grande responsável pela construção de um ícone paulistano, símbolo de luxo e prestígio nos anos 1980 e 1990. Nos dias de hoje, uma resposta honesta a esta pergunta falsamente simples exige um mergulho na essência de cada negócio. Se feita a mim, nos dias atuais, eu responderia: “Dirijo um ecossistema”. Para realizar essa grande transformação de…

26 min.
a crise de confiança

As empresas investem esforço gigantesco para atender diferentes necessidades de seus stakeholders — clientes, investidores, funcionários e a sociedade em geral. Mas elas não se preocupam com um ingrediente crucial para que as relações com esses stakeholders sejam produtivas: a confiança. A confiança, como definem os estudiosos organizacionais, é nossa vontade de estar vulnerável às ações de outros porque acreditamos que eles estão bem-intencionados e se comportarão corretamente conosco. Em outras palavras, permitimos que os outros tenham poder sobre nós porque acreditamos que não nos prejudicarão e, na verdade, nos ajudarão. Quando decidimos interagir com uma empresa, acreditamos que ela não nos decepcionará ou abusará de sua relação conosco. No entanto, a confiança é uma espada de dois gumes. Nossa disponibilidade e vulnerabilidade significam que nossa confiança pode ser traída. E,…

2 min.
as autoras sandra j. sucher e shalene gupta

Sandra Sucher é fascinada pelo tema da confiança, quer observando sua dinâmica no trabalho, quer estudando-a pelas lentes da academia. Um momento em particular se destaca da época em que foi diretora de qualidade da Fidelity, antes de se tornar professora e pesquisadora da Harvard Business School. Para explorar potenciais melhorias do atendimento ao cliente, ela pediu aos colegas que atuavam em pesquisa de mercado que estudassem o que acontecia quando um cliente vivenciava algum problema na empresa. Suas descobertas contrariavam o senso comum: na verdade, a confiança aumentava quando alguma coisa saía errado e a empresa resolvia o problema para satisfazer o cliente. “Isso é muito diferente da maneira como entendemos a confiança”, ela observa. “Ela não é tão frágil quanto acreditamos. Na verdade, a confiança pode ser recuperada,…