Negocios y Finanzas
Harvard Business Review Brasil

Harvard Business Review Brasil Maio 2020

É a edição brasileira da mais importante revista de economia, gestão e négocios do mundo. Fundada há 91 anos, permanece na liderança das idéias revolucionárias que movem corporações em todo o mundo

País:
Brazil
Idioma:
Portuguese
Editor:
RFM EDITORES Ltda
Periodicidad:
Monthly
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12 Números

en este número

1 min.
cabe a nós

DESDE O INÍCIO DA DÉCADA DE 1990 a maioria das empresas dos EUA vem utilizando programas de treinamento e procedimentos para apresentação de queixas no local de trabalho no afã de combater o assédio sexual. Mas cerca de 40% das mulheres, hoje, afirmam ter sido assediadas no trabalho — número que não mudou desde a década de 1980. Que está acontecendo? Frank Dobbin, da Harvard University, e Alexandra Kalev, da Universidade de Tel Aviv, investigaram a questão e chegaram a uma conclusão preocupante: a forma como lidamos com o assédio no trabalho está mais atrapalhando que ajudando. Nesta edição, eles explicam suas descobertas. Entre elas: o treinamento antiassédio pode dar a entender que todos os homens são potenciais agressores, o que os torna mais defensivos e com maior tendência a culpar…

6 min.
como evitar que reclamações se tornem virais

NUM VOO DA UNITED AIRLINES em 2008, Dave Carroll teve seu violão de US$ 3,5 mil quebrado por carreadores de bagagem da companhia aérea. Ele passou meses buscando uma compensação — em vão. Então, criou um videoclipe sobre sua experiência e o postou no Youtube. United Breaks Guitars acumulou 150 mil visualizações em um dia, o que levou a empresa a tentar remediar a situação — mas o estrago em sua reputação já estava feito. Três dias depois, o vídeo fora visto por 1,5 milhão de pessoas — e muitas o “curtiram” e o compartilharam, acrescentando seus próprios descontentamentos com a empresa. As ações da United despencaram, e muitos especialistas atribuíram a queda, em parte, ao fiasco da equipe de relações públicas da organização. Para Dennis Herhausen, professor de marketing da…

4 min.
“administrar esses incidentes é um esporte de contato pleno”

Stephen Hahn-Griffiths é vice-presidente executivo de inteligência de marca e reputação da Rep Trak, empresa de gestão e avaliação de reputação sediada em Boston. Anteriormente ele atuou como diretor de estratégia (chief strategy officer) em agências de publicidade de alto padrão e na área de brand engagement (compromisso da marca) na Coca-Cola, Expedia e Allstate. Hahn-Griffiths conversou com a HBR sobre estratégias para desviar de tempestades provocadas pelas redes sociais e para administrá-las. A seguir, trechos editados. Qual a primeira coisa que as empresas devem fazer ao deparar com uma postagem negativa? Se alguém estiver expressando raiva genuína no calor do momento, a empresa precisa realizar uma avaliação de risco para saber qual é a resposta correta; é preciso entender o que está sendo dito e por quem. A pessoa é influencer…

6 min.
talvez os fracassos não sejam os melhores mestres

ESKREIS-WINKLER: Nossa cultura nos diz que aprendemos com os fracassos. Quando pessoas bem-sucedidas refletem sobre a própria carreira, elas nos aconselham a “tirar proveito dos nossos fracassos”. Em recente discurso para um grupo de formandos universitários, John Roberts, presidente da Suprema Corte dos Estados Unidos, desejou-lhes “má sorte” — para que assim tivessem de onde extrair benefícios de seu aprendizado. No entanto, minha coautora, Ayelet Fishbach, e eu descobrimos que, muitas vezes, fracassos produzem efeito inverso, minando o aprendizado. Quando as pessoas fracassam, elas se sentem ameaçadas e deixam de ficar atentas. Isso nos surpreendeu. Muitas experiências negativas atraem sua atenção. Da próxima vez que passar por um acidente na estrada, tente não olhar. Contudo, quando se trata de fracassos pessoais, as pessoas desviam o olhar para proteger o ego e,…

14 min.
ceoda cabot creamery mostra comolevara sustentabilidade ao patamarda excelência

HÁ UMA DÉCADA, quando ouvi pela primeira vez o termo “empresa B” — denominação de organizações que se comprometem a buscar não somente o lucro, mas também propósito —, encarei aquilo de maneira cética. Àquela altura, eu era diretor financeiro da Cabot Creamery, umas das maiores cooperativas de laticínio dos Estados Unidos, e uma enormidade de perguntas me vieram à mente: seria apenas mais um certificado — como os que já possuíamos? Que importância teria o novo selo para os compradores dos queijos e outros produtos nossos? Que tipo de responsabilidade a novidade colocaria nos ombros dos nossos fazendeiros e também nossos, que, em virtude de nossa estrutura cooperativa, eram também nossos acionistas? Quanto trabalho acarretaria para nossos empregados? Quanto nos custaria — de início e anualmente? E por que…

2 min.
como sua empresa se sai no quesito sustentabilidade?

Para obter o certificado de empresa B, a organização deve primeiro completar a Avaliação de Impacto B (B Impact Assessment). Esse teste gratuito e confidencial com 200 questões desenvolvidas (e atualizadas a cada três anos) pelo Conselho Consultor de Padrões do B Lab (B Lab’s Standards Advisory Council), entidade independente que avalia a administração de empresas e o impacto que seu modelo de negócio e suas atividades exercem nos trabalhadores, na comunidade e no ambiente. Para levar em conta a variação de localidades, indústrias e respectivo porte, a avaliação tem mais de 50 versões, e a metodologia de pontuação (também conduzida pelo B Lab) pode variar. Mas a avaliação favorece produções e resultados (peso de 71%) em vez de regulamentações (5%) e práticas (24%). Tendo a empresa obtido sua pontuação…