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Adega Edicao 181

ADEGA traz-lhe o melhor do apaixonante e sofisticado mundo do vinho. Matérias completas com imagens deslumbrantes dos grandes vinhos, regiões produtoras, vinícolas, entrevistas, viagens, dicas de harmonização e centenas de avaliações independentes de vinhos para todos os gostos, bolsos e ocasiões. Leia e comprove porque ADEGA é a maior revista de vinhos em Português.

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País:
Brazil
Língua:
Portuguese
Editora:
Inner Publishing Net LLC
Periodicidade:
Monthly
2,67 €(IVA Incl.)
17,87 €(IVA Incl.)
12 Edições

nesta edição

2 minutos
questões familiares

HÁ MUITAS EMPRESAS familiares no mundo do vinho. Um ancestral, que tinha uma pequena propriedade, passou a cultivar videiras e produzir vinhos e essa tradição é carregada de geração em geração até chegar aos nossos tempos. Famílias tradicionais, às vezes, criam verdadeiros impérios vitivinícolas, indo além do território onde nasceram. Um exemplo são os Roquette, de Portugal. A família está ligada ao vinho há bastante tempo, com propriedades principalmente no Alentejo e no Douro. Contudo, eles também têm boa parte de sua história ligada ao Brasil. Após a Revolução do Cravos, viveram aqui por alguns anos, retornando posteriormente. Um deles, no entanto, decidiu ficar. Anos mais tarde, seria responsável por distribuir os vinhos da família em todo o país. Foi assim que, há 25 anos, começou a história da Qualimpor, fundada por…

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cartas

Clássico desaparecido? Lendo a revista ADEGA número 178, o artigo “Ponto de referência” sobre o por que você deve provar os clássicos, minha pergunta é: “existe algum vinho que, como os demais, começou pequeno, tornou-se grande e depois desapareceu?” Adauto Caro Adauto, boa questão, que merece uma pesquisa mais detalhada, mas de bate-pronto poderíamos citar o Constantia, por exemplo, que foi um vinho aclamado no século XIX, quase desapareceu e só foi revivido recentemente na África do Sul. Seguindo essa linha de raciocínio, um ícone “medieval” foi o Commandaria do Chipre, que hoje ainda existe, mas sem a relevância que já teve. Se voltarmos mais ainda no tempo, acharemos alguns clássicos romanos que, estes sim, desapareceram por completo. Mais recentemente o Château Dubignon, que era um Troisième Cru da classificação de 1855 de…

2 minutos
o cacho todo

A TÉCNICA DE FERMENTAR COM cachos inteiros, sem tirar os engaços, não é incomum. Aliás, antigamente, o incomum era fermentar apenas os grãos de uva. Era bem mais fácil (e ainda é), cortar os cachos na videira e jogar tudo dentro do tanque para fermentar do que ficar desengaçando os frutos. Colocar somente as uvas para fermentar é algo trabalhoso e que só se tornou comum após o surgimento de mecanismos próprios para isso. Retirar os engaços antes da fermentação significa que o vinho provavelmente terá uma carga tânica um pouco menos intensa (pois há maior concentração de taninos nas partes verdes da planta do que nas cascas, por exemplo) e tons menos herbáceos, fazendo com que apenas a essência da polpa das uvas apareça na bebida. Mas então por que…

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vinícola aurora lança linha gran reserva com rótulos da campanha gaúcha

Em busca da expressão máxima do terroir Campanha Gaúcha, a Vinícola Aurora apresenta a linha Gran Reserva, nas variedades Tannat e Cabernet Sauvignon, ambos da histórica safra 2018. A linha Gran Reserva faz parte do projeto da empresa que mostrará a diversidade do vinho brasileiro, com castas emblemáticas de diferentes regiões do país. Os dois rótulos completam o portfólio que abrange 13 marcas, com 220 itens Com a potência característica da variedade, o Aurora Gran Reserva Tannat 2018 tem coloração rubi intensa, aroma com intensidade média alta, lembrando frutas vermelhas como framboesa, groselha, ameixa e toque mentolado, além de notas de madeira tostada, já que o vinho tem passagem de 12 meses por barricas de carvalho francês. Apresenta boa acidez, tanino potente, agradável, com bom volume de boca, boa estrutura e…

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mundovino

Uma troca incomum Restaurante de Nova York serviu Pinot em vez de Mouton Um caso revelado anos depois deu o que falar no mundo do vinho. Durante uma refeição, em 2002, no restaurante Balthazar, em Nova York, a equipe de sommeliers teria cometido um equívoco que repercutiu no mundo todo. Segundo Keith McNally, dono do restaurante, na época, um casal solicitou uma garrafa de um Pinot Noir de US$ 18, mas foi servido com uma de Mouton Rothschild 1989 de US$ 2000. A confusão teria sido causada pelo vinhos terem sido servidos em decanteres idênticos já que, na mesa ao lado, um grupo de quatro empresários havia solicitado uma garrafa do château bordalês. De acordo com McNally, nenhum dos clientes pareceu inicialmente detectar o erro e o gerente do Balthazar naquela noite disse…

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sobe e desce das variedades

A publicação Which Winegrape Varieties are Grown Where aponta que “a extensão da diversidade varietal diminuiu globalmente” e atribuiu isso a “mudanças dramáticas” na composição da variedade de uva em certos países, e ao declínio nas variedades de qualidade inferior, outrora amplamente cultivadas. Em termos de origem da variedade de uva, os autores Kym Anderson e Signe Nelgen descobriram que os vinhedos no Novo Mundo compreendiam em média 68% de variedades de origem francesa (dados de 2016), em comparação com 59% em 2000. No entanto, as plantações de variedades espanholas no Novo Mundo caíram de 5% para 3%, enquanto as variedades italianas continuaram a constituir 2% das plantações. Quando visto em um nível global, as variedades de origem francesa permanecem dominantes. Em 2000, as uvas francesas e espanholas representavam quase três quintos…